Sexta-feira, Abril 02, 2004
EDITAL DE ELEIÇÕES DA DIRETORIA DO
CENTRO ACADÊMICO VLADIMIR HERZOG
Art. 1º - O Centro Acadêmico Vladimir Herzog, órgão de representação discente da Faculdade Cásper Líbero, declara aberto o processo eleitoral destinado a escolher os seus diretores e coordenadores.
Parágrafo único - As eleições serão realizadas por meio de chapas nos dias 19 e 20 de abril de 2004, das 8h00 às 12h00 e das 18h30 às 22h30, e a eleita tomará posse no dia 1 de maio de 2004, para um mandato de 1 (um) ano.
Art. 2º - Em conformidade com as determinações aprovadas na reunião do Conselho de Representantes de Sala (Conselho Deliberativo), realizada no dia 1 de abril de 2004, a Comissão Eleitoral será composta por:
I. Um representante da atual gestão do Centro Acadêmico - Rodrigo Martins (Diretor de Imprensa);
II. Sete representantes de sala - Kauê Lara Cury (1º PPC), Rosana Bernardes Fernandes (2º PPA), Bárbara Menezes (2º JOA), Rodrigo Golçalves (2º TUR), Paulo Aluízio Simas (3º JOC), Pedro Henrique Silva (1º RTVC) e Mariana Nabela Gomes (1º RPD).
Art. 3º - As chapas deverão registrar suas candidaturas na sala do Centro Acadêmico (6º andar) no dia 8 de abril de 2004, das 11h30 às 13h00 e das 19h00 às 20h40.
Parágrafo primeiro - a candidatura é restrita aos alunos matriculados em cursos de graduação da Faculdade Cásper Líbero.
Parágrafo segundo - As chapas devem indicar os nomes destinados a preencher os cargos de:
I. Diretor Social;
II. Diretor Cultural;
III. Diretor de Imprensa;
IV. Diretor Administrativo-Financeiro;
V. Diretor Educacional;
VI. Coordenador de Jornalismo;
VII. Coordenador de Publicidade e Propaganda;
VIII. Coordenador de Rádio e TV;
IX. Coordenador de Relações Públicas;
X. Coordenador de Turismo.
Art. 4º - Em conformidade com o art. 46º do Estatuto do Centro Acadêmico, o voto é direto e secreto, restrito aos alunos de graduação da Faculdade Cásper Líbero.
Parágrafo primeiro - Não será permitido o voto por procuração.
Parágrafo segundo - No dia do pleito, durante o período de votações, a urna permanecerá imóvel, lacrada e devidamente colocada nos limites de quatro linhas demarcatórias no chão em frente à secretaria de atendimento da Faculdade, implicando desqualificação de chapa, caso um de seus membros a retire de seu local apropriado ou incite a outrem uma ação com o mesmo fim.
Art. 5º - O período de propaganda eleitoral é permitido do dia 03 ao 18 de abril de 2004.
Parágrafo único - Os membros que compõem as chapas não podem fazer boca de urna ou estimular terceiros a fazê-lo nos corredores do 5º andar nos dias do pleito, sob pena a ser decidida pela Comissão Eleitoral conforme a gravidade dos casos.
Art. 6º - Em caso de empate, anular-se-á a votação, sendo convocada uma nova eleição em no máximo cinco dias úteis.
Art. 7º - Em conformidade com o art. 52º do Estatuto do Centro Acadêmico, na hipótese de haver dúvidas quanto a licitude das eleições, através de documento subscrito, assinado por no mínimo um terço (1/3) dos alunos de graduação da Faculdade Cásper Líbero, convocar-se-á uma Assembléia Extraordinária, que nomeará uma comissão de 3 (três) alunos para estudar o assunto.
Parágrafo primeiro - Esta comissão deverá apresentar seu parecer por escrito dentro de cinco dias.
Parágrafo segundo - O parecer da comissão será discutido em Assembléia Geral convocada para este fim.
Parágrafo terceiro - Se ficar apurada irregularidades no pleito, convocar-se-á novas eleições, contando 5 (cinco) dias após esta apuração.
Art. 8º - Os casos omissos deverão ser encaminhados para a Comissão Eleitoral que analisará as queixas e dúvidas, apresentando um parecer sobre o assunto em no máximo 5 (cinco) dias.
São Paulo, 02 de abril de 2004
Comissão Eleitoral 2004
Centro Acadêmico Vladimir Herzog
CONSTRUÇÂO CIVIL
Uma coluna para um busto
Estes dias conversamos com o busto de Cásper Líbero. Ele queria saber como fora a repercussão da entrevista que concedeu ao Centro Acadêmico. "Recebi um e-mail do busto da Pérola Byngton, três dias antes dela sumir, parabenizando me pela entrevista ao Manual do Bichos", conta o busto. "E o Monumento às Bandeiras contratou um motoboy só para dizer que, caso houvesse alguma represália, que eu poderia me valer dos seus préstimos".
Dissemos ao busto que, guardadas as devidas proporções,ele fora o nosso chefe-do-FBI-que-revelou-tudo-à-Carta-Capital. Boa parte dos alunos gostou. Uma minoria achou que se tratava de uma peça de ficção. Contente, o busto agradeceu. E também fez um pedido. Difícil pedido.
O busto queria uma coluna no blog do C.A. A princípio, achamos por bem não. Poderiam dizer que estávamos inventando coisas. O busto rebateu: "Eu honro o que eu assino. Não volto atrás e nem minto para ganhar tempo". Insisti. Perguntei se ele não tinha medo de represálias. "Macho que é macho assume o que faz.", replicou. Ficamos satisfeito com as declarações do busto.
E eis que, três dias após esse bate-papo, foi aprovada, em reunião do C.A., o espaço para o busto se perpetuar nos anais da história. Que começa hoje, logo abaixo desta carta. Boa Leitura!
blogger - 7:21 PM
Regras de Conduta e palmatória
Por Busto de Cásper Líbero
Tenho saudade e asco da época em que o uso de palmatórias era permitido em sala de aula. Claro que aquilo era um violência inominável. A feição de dor de alguns indivíduos lembrava a dos huguentos mortos pelos católicos na Noite de São Bartolomeu, na França. E o olhar prévio do professor antes de desferir a sucessão de golpes definia a condição de carrasco, semelhante ao dos capitães-de-mato. Violência e sadismo caminham juntas.
Mas não nego que também era bom. Muito bom, aliás. Mas com algumas alterações, claro. No tempo em que o Erasminho e a Teresuda ainda curtiam uma prosa comigo de madrugada, onde tramávamos, digamos, algumas traquinagens, chegamos a cogitar a volta da palmatória adaptada. Devido ao que o Erasminho chamou de "p... de direitos humanos", a solução teve que ser abandonada. Preferimos a contratação de bedéis e, num futuro distante, a centralização das impressões no que viria a ser conhecido como Central de Cópias. Breve adendo: hoje me arrependo daquelas reuniões. Mas isso é tema de uma próxima coluna.
Pois então: tudo indica que a dupla Erasminho/Teresuda resolveu voltar à carga. Tal como a dupla de "Máquina Mortífera 1,2 3" e tal como se os dois fossem um só Rambo, descobri que eles cogitam retomar a palmatória tão logo se desalinhem Mercúrio, Marte, Vênus e Terra no firmamento. Ou seja: dentro de poucas semanas... e se for preciso, com granada, armas de destruição em massa e sorvete, porque ninguém é de ferro.
Fontes que zelam pela própria existência vieram confessar a mim que a Carta Disciplinar dos Professores de Jornalismo é só o começo da política que culminará na palmatória. E não aquela palmatória adaptada, como eu defendia. Palmatória para valer. Não é coisa pouca: eu defendia até um slogan, bem simpático. "Pela disciplina, um tapinha não dói", dizia. O que vem por aí é mão na chapa quente dos lanches do Monet.
Erasminho, que pretende passar a ser chamado de Erasmão, com direito a implante de cabelo e gel a la Ronnie Von, foi até a Coordenadoria de Jornalismo e disse o seguinte, ainda conforme fontes. "Negócio é o seguinte, cambada. Para por ordem nessa budega, quem manda aqui sou eu." Dizem que uma professora ameaçou lhe com um Macbeth bem dado. Teresuda interveio e aplicou uma gravata na meliante. Silêncio feito, a meliante acatou de bom grado os tempos que, de certa forma, ela já esperava. Então Erasminho começou a ditar os termos da carta. Quem leu e conhece do bocado disse que a carta lembra muito o regimento interno do antigo DIP, da ditadura Vargas. Coisa de profissional. Detalhe: para lembrar os velhos tempos, Erasmão (Erasminho? Erasmo?) determinou que os cinco da corte anotassem tudo em sinais taquigráficos e depois conferissem as versões. Assim foi feito.
(continua na próxima edição)
blogger - 7:20 PM
Quarta-feira, Março 17, 2004
CONVITE
Ato Público
"40 ANOS DE LUTA PELA DEMOCRATIZAÇÃO
DO BRASIL (1964-2004): lembrar para aprender"
Os Comitês Organizadores do Ato e do Fórum Mundial de Educação São Paulo convidam a todos e a todas, que comungam ideais democráticos, de justiça, paz e liberdade a participarem do Ato Político que visa reafirmar a luta de tantos brasileiros que morreram pelo caminho, de tantos outros que, sobreviventes, continuam firmes na luta, bem como de muitos das novas gerações, que apesar de não terem vivido os embates da época, hoje, lutam juntos por um ideal que há 40 anos é perseguido por tantos brasileiros.
Data: 31 de março de 2004
Horário: das 18 às 22:30 horas
Local: Palácio Convenções Anhembi
Programa: Marcha no Sambódromo (reunião na dispersão)
Homenagens aos lutadores pela democracia
HOMENAGEADOS PELO GRUPO UNIÃO E OLHO VIVO
Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos;
Fórum dos Ex-Presos Políticos;
União Nacional dos Estudantes;
Setor de Direitos Humanos do MST;
Dom Paulo Evaristo Arns;
Lélia Abramo;
Luis Eduardo Greenhalgh;
Sérgio Mamberti;
Terezinha Zerbine;
Ricardo Zaratini;
Ziraldo;
Vera Silvia Magalhães;
Raimundo Pereira;
Clair da Flora Martins;
Waldemar Rossi;
José Celso Martinez.
Painel - MESA
Coordenação: Alípio Freire, Plinio de Arruda Sampaio, ABRA - Associação Brasileira pela Reforma Agrária, Elzira Vilela - Grupo Tortura Nunca Mais - SP, Sérgio Cardoso - Professor da USP, José Arbex - Jornal Brasil de Fato.
Lançamento: Livro "Trajetória Rebelde", de Pedro Viegas, Cortez Editora
Coleta de Depoimentos pelo Museu da Pessoa
CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA neste ATO acima e no FÓRUM MUNDIAL DE EDUCAÇÃO SÃO PAULO, de 1 a 4 de abril, no Anhembi, São Paulo
www.forummundialeducacao.org
fmesp@forumundialeducacao
impren@forummunfialeducacao.org
Informações: 3021-0670
blogger - 12:15 PM
Segunda-feira, Março 15, 2004
DEMOCRACIA: O PEIXE MORRE PELA BOCA?
Só seria a favor de eleições indiretas para Diretor de uma Universidade se as mulheres, os analfabetos e os negros fossem, sumariamente, impedidos de votar nas próximas eleições municipais. E não só nas municipais: em qualquer eleição.
A argumentação, ao menos, se equivale: na época da escravidão, ou mesmo depois, no começo do século XX, mulheres, negros e analfabetos não estavam preparados para votar. Dizia-se que dar a eles o direito de escolher o presidente, o governador, o prefeito, era um risco muito grande. Eram, diziam... des-pre-pa-ra-dos. Mas fale a baixa a palavra. Também se proclamava de peito nem tão aberto que, como o governo tinha de ficar na mão dos melhores, que só os melhores votassem. E os melhores, claros, eram homens, brancos e com uma certa quantidade de grana. Coisa de época.
Hoje, nas universidades, ao menos em questão de gênero e cor, isso já é melhor aceito. Apesar de em muitas faculdades, eu me sentir na Basiléia ou em algum país nórdico qualquer. Mas Ok. Isso foi só um adendo.
O critério "melhores elegem os melhores" continua. Por isso, eu, que sou um ignorante, entendo como tanta gente que se diz democrata, ilustrado nos bancos da Academia (que cada vez mais se confunde com aquela, de ginástica...) insiste em afirmar que aluno e funcionário não podem votar para Diretor. A vaidade não deixa. Aquele rancinho autoritário, incofessável - a não ser para o travesseiro - se mantem forte. "Foram anos e anos de estudos nas mais altas instituições. Nenhum moleque e moleca vai, sequer, ameaçar o meu privilégio..." E aí, para consumo externo, o discurso fica mais ou menos assim: "Não pode votar para Diretor porque vocês vão e a faculdade fica", dizem, categóricos, do alto do seu saber encastelado. E eu até já pensei em dizer: Uai! Se eu quiser votar para presidente e mudar de país, não posso? E mesmo assim: posso votar e dar de costas aos problemas. E ainda tem mais: quem disse que eu quero ir embora? Quem disse que eu não quero fazer da Faculdade um lugar bacana? E vai saber se meus filhos não vão pretender, para o bem ou para o mal, cursarem a mesma Faculdade do pai...? E quem disse que os professores, os coordenadores de ensino, vão ficar para o resto da eternidade na mesma faculdade? Mas aí eles vem, e citam tanta gente junta que não não vencem pela argumentação. Mas pelo medo. Medo de que aquele palavrório não tenha fim.
Alguns destes citadores de notas de rodapé, que brigam entre si para saber quem receberá a menção honrosa de um trabalho qualquer sobre a mídia e a ornamentação nas igrejas de Santo Agostinho na periferia da costa do Sauípe, vêm e me dizem: "vocês não podem votar porque desequilibra o poder. Vocês são maioria". E então eu também poderia dizer: Uai (de novo)! Mas não é assim que funciona em todo o restante da sociedade? Não é a maioria que decide? Mas como a minha burrice vem de berço, não compreende por que razão o que se defende em relação ao governo não vale para as outras partes da sociedade.
Talvez o problema seja mesmo o limite da minha compreensão, por demais estreita. Porém, tenho ficado um pouco menos imbecil. Tenho questionado um pouco mais. Nem acho tão legal assim não votar para Diretor. Uma preocupação a mais, claro. Mas necessária. Muito, porque tenho acreditado, talvez ingenuamente, naquela máxima que diz que a ditadura acabou em todo o lugar, menos na Universidade. Tenho até achado graça de como os peixes diplomados morrem pela boca: o que vale na sociedade, não vale na Academia.
Mas, como tudo tem um "mas", pode ser que um dia o peixe seja eu: talvez um dia, se eu ficar mais velho, com uma boca cheia de dentes, eu também defenda que o feudalismo acadêmico é realmente um avanço. Mas aí o candidato a diretor serei eu, com maioria absoluta em todo e qualquer colegiado...
Leandro Beguoci
blogger - 6:59 PM
Quinta-feira, Março 11, 2004
Democracia se aprende na escola
E na Cásper, fora da sala de aula
Mesmo nos maiores momentos de alegria de sua carreira, o empresário e jornalista Cásper Libero nunca deixou de lado suas principais características: a ponderação e o espírito combativo. Sob estes mesmos princípios, 60 anos após a morte de quem dá nome a esta fundação, o Centro Acadêmico Vladmir Herzog recepciona - e deseja inspirar - os novos integrantes desta comunidade. Com muita satisfação, que é merecida e necessária. Mas sem se esquecer da realidade, por mais belos que sejam os sonhos daqueles que passam a fazer parte do nosso convívio.
Reconhecida por lutar pela democratização das esferas desta faculdade, pela pertinência das discussões que traz ao corpo discente e por sua postura ética e responsável, a Gestão Práxis conclama os alunos desde já a tomar parte de uma série de reflexões. A maior delas diz respeito à construção de um convívio pluralista e saudável entre alunos, professores e Diretoria. Para que isso aconteça, é de suma importância uma conquista: a da democracia interna.
Como desejaria tanto Cásper Libero quanto Vladimir Herzog, pessoas diferentes quanto às maneiras de agir, mas ambos movidos por uma irrefreável postura ética e democrática, o Centro Acadêmico que leva o nome de Vlado e se situa na Fundação que leva o nome de Cásper tem como principal missão lutar contra as retrógradas estruturas do poder presentes nesta instituição há décadas. A nossa luta é contra o autoritarismo. Nosso anseio é aumentar a participação dos alunos nas esferas decisórias desta faculdade. Já basta a freqüência de arbitrariedades que nos assolam e a falta de transparência característica daqueles que não tem razões pertinentes para justificar os próprios atos. E para essa ininterrupta batalha, que traz reflexos à toda a sociedade, os casperianos, calouros e veteranos, somos de grande importância.
Não haverão de faltar momentos para manifestar repúdio neste ano letivo. E para propor e construir soluções. E este órgão estudantil, que nunca se furtou a discutir durante as crises que afligem a Faculdade Cásper Libero, mais uma vez se compromete a tomar a dianteira no debate. Foi assim em três oportunidades no ano de 2003. Na primeira delas defendemos que fossem respeitadas as eleições de coordenadorias de ensino, contra a vontade da Diretoria. Meses depois, fizemos a primeira greve estudantil por motivação política da história das faculdades privadas brasileiras. E finalmente, em um processo que não damos por encerrado, rejeitamos os aumentos abusivos das mensalidades.
Esta gestão que escreve neste espaço aos novos casperianos sabe seu papel e continuará a desempenhá-lo de forma clara e construtiva. É disso, acreditamos nós, que vive a democracia: dessa pulsão que causa turbulências, conflitos. É esse o motivo pelo qual fazemos uso do nome de Vladmir Herzog.
Um homem que não se conformou em uma época em que pequenos atos de desacordo costumavam ser motivo suficiente para as maiores atrocidades. Este Centro Acadêmico se compromete a seguir este exemplo de coragem. E com o apoio dos alunos de onde emana seu poder,enfrentará as dificuldades que certamente virão com a altivez necessária.
blogger - 5:56 PM
ADEUS ANO VELHO, QUE VENHAM OS NOVOS DESAFIOS
Desde o início dessa gestão, em maio de 2003, o Centro Acadêmico buscou reforçar a participação dos casperianos no movimento estudantil, especialmente por meio dos representantes de sala. Com eles, trabalhou para reformular o regimento interno da faculdade. Encaminhou um projeto de reforma que pretende aumentar a representação discente nos órgãos colegiados (CTA e Congregação) e criar mecanismos de avaliação interna e de controle à atuação da direção e dos coordenadores, o que evitaria a acumulação de poderes que, como se viu no ano de 2003, descambaram no arbítrio.
Em agosto de 2003, professores e estudantes de Jornalismo e Rádio e TV entraram em greve, exigindo o afastamento da Direção da faculdade. A direção iniciou um projeto de expansão, com aumento do número de vagas e oferta de novos cursos. Entretanto, não houve planejamento adequado para suportar a demanda. Como resultado, temos laboratórios insuficientes, salas de aula lotadas e grandes filas na xerox e na impressão.
Isso resultou em perda de qualidade de ensino, gerando reações do corpo docente e discente. O arbítrio chegou a ponto de, para dizimar os blocos de oposição, a diretoria chegou a demitir professor, impugnar eleições de Coordenadoria e mentir para a Congregação. Em episódio célebre no Teatro Gazetão, em reunião com mais de 500 alunos, a vice-diretora Teresa Vitali justificou a traquinagem na Congregação como uma forma de ganhar tempo. Mesmo com a crise, a diretoria conseguiu se manter no cargo. Em protesto, 18 professores de JO e RTV demitiram-se em bloco.
Durante esse processo, o C.A. teve papel ativo. Mobilizou os alunos, promoveu manifestações e discutiu propostas para solucionar o impasse. Trouxe Juca Kfouri, Bernardo Ajzenberg e Daniel Piza para falar sobre ética. Além disso, reuniu todos os coordenadores de ensino para debater democracia universitária e transparência.
No final do ano, conduziu as negociações para o reajuste de mensalidade. A Fundação pretendia impor um aumento de 45%, justificando-se com a perda da filantropia. Articulado com representantes estudantis de outras universidades, o C.A. mobilizou novamente os alunos e promoveu uma passeata na Paulista, junto com a Universidade Mackenzie. Enquanto o Direito do Mackenzie subia Consolação, a Cásper descia a Paulista. Paramos as duas avenidas. Em dezembro, fixaram-se reajustes que variam de 20 a 29%, muito acima dos 8,67% do IGPM - que regula nossos contratos. Mas o C.A. já está encaminhando uma petição ao Ministério Público contra valor das mensalidades em 2004.
Assembléia Geral
blogger - 5:52 PM
O QUE ESPERAR EM 2004
Problemas pedagógicos e estruturais, crises sucessivas, perda de qualidade, aumentos abusivos de mensalidade... Ao contrário do que se afirma no Guia do Estudante, a Cásper não é aquela faculdade estreleda que gostaríamos que fosse. Por isso, é fundamental a participação dos alunos na construção de uma faculdade mais democrática e preocupada com a excelência de ensino. Os novos desafios que surgem em 2004 demandam atenção em alguns aspectos:
1) Democracia Interna - A limitação dos espaços para a participação estudantil são um dos principais entraves para o futuro da Cásper Líbero. Como resultado, temos dois tipos de atitude da Direção e das Coordenadorias de Ensino em relação ao alunos: autoritarismo e paternalismo. Ambas são frutos de uma visão do aluno como alguém que não sabe do seu papel, uma criança crescida, que precisa receber palmadas para não aprontar e depois um afago, para se manter dócil, uma espécie de recompensa. Com a proposta de reforma do regimento encaminhada pelo C.A., queremos criar uma democracia interna de fato, equilibrando as esferas de poder e criando mecanismos de controle das instâncias executivas da faculdade. A votação dessa reforma acontecerá este ano, em reunião da Congregação;
2) Cultura do Medo - Apesar da suposta liberdade de mobilização estudantil, está sendo amplamente disseminada uma "cultura do medo", que constrange os alunos a não se envolver em movimentos de natureza política na faculdade. Essa cultura ameaça quem contesta decisões tomadas à revelia da Comunidade Acadêmica e cria inúmeras barreiras burocráticas, em procedimentos comuns da faculdade, para quem se aventura a manifestar oposição ao autoritarismo. Combater essa prática é uma de nossas maiores bandeiras;
3) Mensalidades Abusivas - Há mais de dez anos a Fundação vem aumentando constantemente a mensalidade, muitas vezes acima dos índices inflacionários vigentes no país. A Faculdade Cásper Líbero, que era inteiramente gratuita no final da década de 1980, hoje impõe aumentos que variam de 20% a 29%, depois de um ano em que houve queda na renda do trabalhador, aumento do desemprego e índices inflacionários inferiores a 9%. Este será um ano de muita luta para reverter esse quadro. O C.A. já está encaminhando uma petição ao Ministério Público, contra os aumentos para 2004 e aposta na mobilização dos casperianos para reivindicar mensalidades mais justas.
Além disso, existem inúmeros problemas estruturais, como falta de laboratórios e impressoras, salas de aula lotadas e abafadas e instalações com equipamentos obsoletos. Todas essas questões dependerão de uma postura contestadora por parte dos estudantes. Aguarde, portanto, períodos de ebulição política, com manifestações, protestos e, claro, algumas festas também.
Manifestação dos Alunos - Agosto/2003
PERSONAGENS INESQUECÍVEIS
Menina da Biblioteca (Juliana): Se você não souber como encontrar os livros (tudo bem, a maioria dos alunos se confunde), chame a Jú. Ela é uma das bibliotecárias versão simpática.
Carinha da Xerox: Naquele salinha em frente à tesouraria você encontra dois meninos da Xerox. Mesmo com gosto musical duvidoso,são gente boa.
Sêo Antônio: Em nova versão 2004, o bedel mais famoso da Faculdade logo voltará a aparecer com os cabelos tingidos de preto. Sósia do Didi, dos Trapalhões, o Sêo Antônio será o personagem que mais vai marcar sua passagem pela Cásper. E o C.A., como o Busto do Cásper, encampa a campanha: Sêo Antônio Diretor! Apesar de ele dizer que prefere ser candidato a vereador em São Paulo pelo PL...
Dalva: Tia da Secretaria, sempre disposta a ajudar nos problemas práticos. Faltas, DPs, transferência, é tudo com ela.
Imarise Simpatia: Substituta da Dalva no período da noite, é conhecida pelo seu ¿¿bom humor¿¿. A voz dela também será um marco na sua vida. Mas talvez você tenha pesadelos com ela...
Escadão: Um lugar no meio da Paulista, vira e mexe é palco de comemorações. No primeiro ano de Faculdade é comum passar nele a maior parte de sua vida acadêmica. Aproveite ¿ e não se sinta um vagabundo.
Prédio da Gazeta: Não há labirinto maior e mais confuso. Como logo você poderá saber, não há meios de sair do prédio sem se utilizar do elevador. Caso você se aventure a tentar descobrir o Objetivo, um segurança com cara de mal logo o convidará, em tom pouco convidativo, a subir até o terceiro andar e tomar um elevador. Mas não se preocupe. Há outras escadas, sendo que algumas ligam o nada ao lugar nenhum. Tem também um exótico andar três e meio, com Banco Bradesco e refeitório. Ah! e não se esqueça. Para desfrutar desse mundo escuro e recheado de seres fantásticos, tenha sempre a mão a carteirinha de estudante. A não ser que você curta ficar mais tempo no escadão...
Tartarugas do laguinho: são simpáticas. Se você curte seres sociais não-alunos, elas são a melhor pedida para uma tarde solitária de outono.
Fera: único segurança que conversa com os alunos sem pedir a carteirinha e nem emitir monossílabos pouco gentis. Com 3 metros e 15 de altura, 258 quilos, poderia ganhar dinheiro no Gigantes do Ringue, ou fazendo figuração no programa ¿Alegria, Alegria¿, do Daltro Cavalheiro.
Outrem
Erasmo Nuzzi, diretor da Faculdade: cabelos roxos, bengala charmosa, jeito peralta.
Tereza Vitali, vice-diretora: Sócia-fundadora da Academia Runner, Bio Ritmos, etc, etc, etc...
Julio Barbosa, coordenador de Relações Públicas: Sócio da Runner.
Rodney Nascimento, coordenador de Publicidade e Propaganda: Sócio da Runner.
Wellington Andrade, coordenador de Jornalismo: Sócio da Runner.
Sabina Anzuategui, coordenadora de Rádio e Televisão: Ela não é sócia da Runner.
Olga Tulik, coordenadora de Turismo: Ela não é MESMO sócia da Runner.
Liráucio Girardi (Lira): ¿Como vai Snoopy?¿ ¿Eu vou bem, Charlie Brown...¿
Alípio, secretário-geral: torcedor fanáticos de times espanhóis... a gente ainda descobre se ele faz Runner também.
Marco Dantas, gerente administrativo da Fundação: Um autêntico latin lover, fã de Julio Iglesias
blogger - 5:48 PM
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